confabular sim, amor, mas que não troque seus lóbulos abrasadores de nadador por uma calda de sereia suspensa em nosso chão. não envio mais nada, ficará uma semana sem resposta, assim se esquece do meu corpo sereno progredindo passo-a-passo sem cessar pelos campos fechados de algodão e talvez se lembre que meu modelo é a mercadoria barroca, ou anjos pintados em tetos, tocos de catedrais, jardins têxteis, modelos balneários e o olho maciço em minha nuca que não quer calar. só me faço parecer sem jeito, quase torta, porque a vida que passa não é suficiente e nem essa meia medida. me esgoto em minhas funções, induzo jornadas irreversíveis da púrpura ao magenta, jamaica e basso e você parece nem ligar. pareço olhar às escuras séries a preço de condolência, para pagar minha eterna atividade noturna pensando nos movimentos mais diversos para te dar de braçada, ou simulacro de sombras e projetos infantis postos fora de circuito. e quando nos encontramos é sempre em um só golpe, você fala e eu gagaguejo. isso é que é cinema, conversa infinita, um fonema sendo repetido milhões de vezes por uma mesma língua em um curto espaço de tempo. exercício da covardia. puro conhecimento inato.
mamãe hoje fez que ia representar uma peça, andou por toda casa com o vestido que eu costurei torto e se achou o máximo. pegou o espelho de bolsa do blush e sorriu dando um discurso completo para todo um salão de velhas insensatas. me aterrorizei e
mamãe hoje fez que ia representar uma peça, andou por toda casa com o vestido que eu costurei torto e se achou o máximo. pegou o espelho de bolsa do blush e sorriu dando um discurso completo para todo um salão de velhas insensatas. me aterrorizei e
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