em nova ocasião, enquanto danço aproveito para limpar o horizonte e enviar cartas das mais diversas. luo calmo caminho balançando um disquinho na tela de bambu. música para beber gelado, ellen toma água na escada, uma demente, não consegue conversar. monótona identidade de contrários. da última vez mandou os mesmos bilhetinhos de caneta preta dizendo de como eu era azarada por existir. enquanto isso soletro o abecedário de seu nome e sorrio ao pensar nas porcarias de palavras que usava para dizer da minha bunda. pergunto na carta dela, a mais mal educada, por onde passa a diferença, qual linha separa o horizonte do visível da harmonia invisível, onde o ritmo muda, se faz sentido mesmo me evitar, e quando é que nos tornaremos menos banais.
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