depois, pela manhã, ela entra no carro, retira as faixas azuis que a apertam os seios diagonalmente, e chora, porque antes não, chorar em presença nunca, uma alavanca que a suspendia em rosas, um relevo nos olhos solavanca o rosto, as lágrimas, e o pára-brisa destravando as mãos enormes que ela usa para tentar conter pelo vestido desabotoado. o próximo paradeiro.
quando ela chorou, e já distante do quarto, era pelo infortúnio miserável de não compreender tal diferença e, achando-se cruel, tornava-se parte daquele abandono, daquela estufa em que estaria durante dias. se quando em presença calou-se, quis prestar depoimento ao sono depois. falou com infantilidade da falta de dinheiro para o táxi enquanto dormia e no sono contornou toda a impossibilidade. ela queria ficar. era incontrolável quando dormia, sempre que sonhava, e podia sem medo dizer de como amava sua presença ou de como forçava os olhos a fecharem para não ter que contar do que fizera na véspera. tristeza vespertina e incontrolável. ele tinha dinheiro, disse quando cessou, e permaneceram deitados cada um do seu lado da cama.
ela pegou a bolsa e desempacotou a passagem ainda em prantos. da primeira vez quem enviou a mensagem foi ela mesma com um pedido de acompanhamento soturno, explicando a ausência e a temerosa falta que sabia fazer. agora fez do serviço postal matéria da primeira verdade. aguardava sua presença a toque de fuzil no corredor, sob uma goteira, e quem chegasse a contar tudo primeiro corria o risco de conhecer o primeiro sinal do negro opaco que ela sempre dizia habitar todos os seres. e foi com um desenho falado que a ele tentou dizer tudo que lhe dizia respeito, sem contradição. ela teria tempo cronometrado. duas horas.
sem muito mais, caminhava em direção ao deserto da casa e ele nunca saberia da casa, que recostada a uma serra, e atrás de outras várias, permitiria sua fraqueza e solidão.
quando ela chorou, e já distante do quarto, era pelo infortúnio miserável de não compreender tal diferença e, achando-se cruel, tornava-se parte daquele abandono, daquela estufa em que estaria durante dias. se quando em presença calou-se, quis prestar depoimento ao sono depois. falou com infantilidade da falta de dinheiro para o táxi enquanto dormia e no sono contornou toda a impossibilidade. ela queria ficar. era incontrolável quando dormia, sempre que sonhava, e podia sem medo dizer de como amava sua presença ou de como forçava os olhos a fecharem para não ter que contar do que fizera na véspera. tristeza vespertina e incontrolável. ele tinha dinheiro, disse quando cessou, e permaneceram deitados cada um do seu lado da cama.
ela pegou a bolsa e desempacotou a passagem ainda em prantos. da primeira vez quem enviou a mensagem foi ela mesma com um pedido de acompanhamento soturno, explicando a ausência e a temerosa falta que sabia fazer. agora fez do serviço postal matéria da primeira verdade. aguardava sua presença a toque de fuzil no corredor, sob uma goteira, e quem chegasse a contar tudo primeiro corria o risco de conhecer o primeiro sinal do negro opaco que ela sempre dizia habitar todos os seres. e foi com um desenho falado que a ele tentou dizer tudo que lhe dizia respeito, sem contradição. ela teria tempo cronometrado. duas horas.
sem muito mais, caminhava em direção ao deserto da casa e ele nunca saberia da casa, que recostada a uma serra, e atrás de outras várias, permitiria sua fraqueza e solidão.
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